quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Farinha do mesmo saco

Após a tão esperada prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), a defesa obviamente entrou com Habeas Corpus, que é um remédio constitucional para fins de combater a repressão, mas que tem sido muito mal utilizado no Brasil, favorecendo a repressão, desde o caso Daniel Dantas, que graças ao HC pôde sair, respirar ar puro, chantagear, reprimir e ainda causar problemas administrativos à um delegado da Policia Federal, como se fosse facil chegar até lá. Passado algum tempo, a história parece se repetir, um pouco mais suja, é claro. O Supremo Tribunal Federal esta há poucas horas de (puxar o saco) conceder a liberdade provisória de Arruda, a fim de ir em sentido contrario ao Direito, ao país e à dignidade humana. E não é só a Suprema Corte que está se doendo pelo governador, o Ilustrissímo Senhor Presidente da Republica, Luiz Inacio Lula da Silva, no auge de sua atrofia cerebral, achou 'lamentável' a prisão de Arruda, e ainda, se deu ao luxo de ficar abatido por tal situação. Só para esclarecer, o abatimento e a lamentação existem não porque estamos em ano eleitoral, pois escândalos politicos nunca influenciaram em nada as eleições, já que o único critério que a maioria dos brasileiros usa para a escolha de seus representantes é de fumantes ou não fumantes; mas sim porque agora o circo pode pegar fogo. Muitos começaram a espainar, como ocorreu com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que 'abdicou' sua candidatura ao governo do estado de Goiás, segundo ele, por motivos profissionais, reais motivos que o fizeram mudar de idéia: ' Antes um passáro na mão, do que dois voando.' E como toda família unida, Lula ainda mandou recomendações ao Delegado da Policia Federal, para que tomasse cuidado com a exposição da imagem - mais que imunda - de Arruda. No fim das contas, petistas ou não, são todos farinha do mesmo saco. E o fardo, quem carrega é o povo. Isso sim que eu chamo de um caloroso espetáculo.

Cinema em casa

Rivalidades à parte, sempre se soube, por toda e qualquer parte do mundo, as divergências entre cães e gatos. Então, fica mais fácil de imaginar que esses dois pólos do mundo animal raramente conviveriam harmonicamente. Um dia um deles se aborrece, e pensa em vingança. Pelo menos é isso que dá pra pensar  de um fato bizarro, ocorrido com uma família norte americana, quando, por descuido do dono da casa, uma vela é esquecida acesa enquanto a família dorme. O gatinho da casa, por motivo torpe decide que é a hora de se vingar de todos, pela inserção da doce Bubba na familia, uma Golden Retrivier adorada por todos. O bichano, muito maléovolo derruba silenciosamente a vela esquecida acesa por seus donos, e fica  a observar o fogo se alastrar rapidamente pela casa. Bubba, dominadora do olfato, logo percebe o perigo que correm seus donos, e como cão fiel, decidiu que tinha que salvá-los. E foi assim que a vizinha dos fundos da casa acordou e logo que viu o fogo chamou o corpo de bombeiros. A cadela havia latido estrondosamente, tanto que vários vizinhos acordaram e avisaram os donos da casa. Mais tarde, com todos a salvo, a casa quase sem fogo, o desfecho começa a surgir, e como todo filme de aventura, tinha que ter a mocinha e o vilão. Enquanto a mocinha brilhava e abanava sua cauda para os holofotes, o vilão com sua cólera, lamentava o fracasso de seu plano mau, rodeando a vela ainda aquecida, derrubada em cima das cinzas da mesinha. De tirar o fôlego, filme real, cinema em casa, e ainda de madrugada, para dar mais emoção, e claro, muito gás para as rivalidades do mundo animal.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira.

Quero acordar do seu lado num domingo de manhã e saber que não temos hora para sair da cama. E, depois, ir tomar café na padaria e ler o jornal com você. Quero ouvir você me contar sobre o trabalho e falar detalhadamente de pessoas que eu não conheço, e nem vou conhecer, como se fossem meus velhos amigos. Quero ver você me olhar entre um gole de café e outro, sem nada para dizer, e apenas sorrir antes de voltar a folhar o caderno de cultura. Quero a sua mão no meu rosto, dentro do carro, no caminho do nosso apartamento. Quero te ver  deitado no sofá enquanto cuido das plantas, escolher o playlist no ipod e ficar, daquele seu jeito metódico e perfeccionista, me olhando em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista de apenas olhar, e me jogue sobre a bagunça, me beije e me abrace como nunca fez antes com outra pessoa. E que pergunte se eu quero ver um DVD mais tarde, ou se prefiro um cineminha com você. Quero tomar uma taça de vinho no fim do dia e deitar do seu lado na rede, esperando o sol se por, esperando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado. Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso enquanto passa a mão em meu corpo e me beija o rosto. Quero que você nunca perca de vista a importância da sua simples existência pra mim, e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que, por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na cama e pelos sonhos que compartilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Que você nunca mais deixe de pensar em mim quando for viajar, ou ficar sozinho em casa, escutando Dream' Bout Me,  ou ler algum romance de tirar o fôlego. E, por fim, que você continue na sala. Para sempre. Mesmo quando eu não estiver mais olhando.